domingo, 10 de junho de 2007

EMPRESAS SEGURANCA

Empresas de segurança aumentam 23% num ano
O número de empresas de segurança está a aumentar fortemente em Portugal. No final de Março, existiam no País 112 companhias a operar neste sector, mais 23% do que no ano passado. O segmento de vigilância foi o que mais cresceu, passando de 73 empresas, em 2005, para 95, em 2007.

Em 2006, o sector registou um acréscimo de 5,4%, atingindo os 647 milhões de euros. O segmento de vigilância (o que tem mais peso) aumentou 5,1%, para os 450 milhões de euros, o que representa 70% do total. Já os sistemas e centrais receptoras de alarmes subiram 6,6%, alcançando 130 milhões de euros. Por seu lado, o transporte de fundos evoluiu 4,7%, fixando-se nos 67 milhões de euros.

Segundo a DBK, este crescimento deve-se, sobretudo, às empresas do comércio e outras empresas de serviços e de organismos públicos. O primeiro grupo representa já 35% da facturação total das companhias de segurança em Portugal. O sector público tem também um peso significativo, na ordem dos 30%.

De acordo com um estudo da consultora DBK, o mercado de segurança privada emprega 38 mil pessoas, mas há trabalhadores que se queixam de más condições. Apesar do elevado número de companhias com actividade em Portugal, há cinco que controlam mais de metade do total. Prosegur, Securitas, Esegur, Prestibel e Charon detêm, em conjunto, 53% de quota de mercado.

Numa análise por zonas geográficas, destaca-se a concentração de empresas no distrito de Lisboa, onde estão sedeadas mais de metade. Logo a seguir estão os distritos do Porto e Setúbal, acolhendo, respectivamente, 12% e 8%. A consultora estima que o mercado nacional continue a crescer, a ritmos até mais elevados do que os de 2006. Entre 2007 e 2008 prevê-se um aumento entre 6% a 7%, o que faria o resultado final passar para os 730 milhões de euros.

O segmento dos sistemas e centrais receptoras de alarmes deverá ser o mais dinâmico, já que as estimativas de crescimento apontam para os 7%, em 2007, e os 8%, em 2008. Mas nem tudo são boas notícias para o sector. A entrada de companhias não autorizadas no mercado (actuando de forma ilegal), especialmente no segmento da vigilância, representa uma das principais ameaças a curto e médio prazo. Por outro lado, existem problemas com os recursos humanos, nomeadamente a escassez de mão-de-obra qualificada e também uma grande rotatividade do pessoal.Fonte: http://dn.sapo.pt/

Um comentário:

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